Campanha “Salve o Ralph” pede o fim dos testes em animais e pressiona marcas que ainda usam este meio

Por Alana Santos

O curta-metragem “Salve o Ralph” ganhou a atenção da internet nos últimos dias ao mostrar o coelho Ralph apresentando um pouco da sua rotina de ‘trabalho’ para as câmeras.

A ação faz parte da campanha global promovida pela Humane Society International (HSI) para conscientizar e proibir os testes de cosméticos em animais. Ralph é o porta-voz da #SaveRalph​​, que usa a animação para mostrar a crueldade dos testes em animais e a situação dos animais nos laboratórios em todo o mundo.

Nossa campanha é focada em 16 países prioritários, incluindo Brasil, Canadá, Chile, México, África do Sul e 10 nações do sudoeste asiático. Nossas organizações parceiras são Humane Society dos Estados Unidos e Humane Society Fundo Legislativo, focada em legislação americana. Nós também estamos levantando lugares que já estão com a proibição em vigor, como na Europa, onde autoridades estão tentando explorar uma brecha legal para pedir novos testes em animais para ingredientes em cosméticos, de acordo com a legislação química. #SaveRalph irá iluminar esses países, levando-os em direção ao futuro livre de crueldade animal que o público e os consumidores esperam“.

Embora já seja proibida em 40 países, incluindo o Brasil, a prática ainda é regulamentada em lugares como a China, onde os testes em animais são obrigatórios por Lei para obter o registro e certificação oficiais da segurança de determinadas categorias de produtos.

No vídeo, dublado pelo ator Rodrigo Santoro na versão em português, Ralph é entrevistado por uma equipe de filmagem para um documentário e apresenta a rotina diária como “cobaia” em um laboratório. Logo no início, ele já mostra algumas sequelas dos testes que é submetido: “Eu tô cego no olho direito e essa orelha [direita] não consigo ouvir nada a não ser zumbido. Meu pelo já foi raspado, tenho queimadura química nas costas”, diz o personagem. Confira:

Ralph aceita todas os procedimentos, mas faz um alerta discreto no final: “Só gostaria de dizer a todos que ainda estão comprando cosméticos testados em animais como rímel, Shampoo, protetor solar, praticamente tudo que está no seu banheiro, sem vocês e sem países que permitem testes em animais, eu estaria nas ruas, bem, não nas ruas, mas nos campos… como um coelho normal”.

Segundo a HSI, o coelho é o animal que mais sofre com a indústria de cosméticos. Eles são amarrados pelo pescoço, tendo produtos cosméticos e seus ingredientes pingados nos olhos e na pele raspada das costas. Os porquinhos da Índia e ratos também são usados como cobaias, com produtos químicos espalhados nas peles raspadas e nas orelhas. Os animais não recebem alívio de dor e são mortos no final dos testes.

Desde que o vídeo saiu, uma lista com marcas populares e que ainda testam em animais foi divulgada, com isso começou um movimento para que esses produtos não sejam mais comprados até que essas marcas tomem uma providência quanto ao assunto.

No Brasil, Estados como o Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo já têm leis que proíbem o uso de animais em determinadas indústrias. Para identificar se um produto não faz teste em animais, o indicado é sempre se atentar ao seu rótulo, em que deve conter um selo cruelty free.

Fonte/Créditos: Revista Cenarium.

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