A publicidade de apostas virou um dos temas mais sensíveis das transmissões esportivas no Brasil. Com a audiência gigantesca do Mundial, a pressão de reguladores e do público sobre essas marcas só cresceu.
Diante das cobranças, a CazéTV afirmou ter ouvido o debate e revisto como apresenta seus parceiros do setor durante os jogos. Em nota ao Estadão, disse passar a aplicar um padrão mais específico e conservador para essas ativações.
O movimento mostra um veículo reagindo à leitura do próprio público antes que a regra venha de fora. Em vez de esperar a definição regulatória, a marca se antecipa.
Chegou a sexta-feira e é hora de relembrar o que movimentou a comunicação nos últimos dias aqui nos @publicitarioscriativos.
Com os naming rights vetados nos estádios da Copa do Mundo, a Gillette cobriu sua fachada com espuma de barbear, enquanto a Heinz lançou um novo ketchup de rótulo censurado de propósito, provando que a própria restrição virou matéria-prima criativa nesse Mundial.
Já a HBO apostou no espetáculo físico e fez um dragão de 8 metros sobrevoar Londres em tamanho real, sem nenhum efeito digital, numa estrutura que reuniu 14 pessoas e quase 3.000 horas de trabalho para anunciar a nova temporada de A Casa do Dragão, mostrando que uma peça analógica bem feita rende mais impacto que qualquer recurso digital.
A campanha mais comentada e polêmica da semana ficou com a 99, que deu cupons a clientes atendidos por motoristas com variações sonoras do nome de Endrick durante o jogo do Brasil. A empresa acabou acusada de marketing de emboscada pela CBF e acendeu o debate sobre até onde vai a propriedade de um nome.
Qual desses cases mais chamou sua atenção?
Vender imóveis tradicionalmente nunca dependeu de câmera, roteiro ou edição de vídeo, mas o mercado mudou. O QuintoAndar lançou o “Corretor em Cena”, programa que coloca corretores no centro da comunicação da marca, transformando-os em vozes legítimas do mercado imobiliário nas redes sociais.
Em parceria com a Socialis, a iniciativa reuniu mais de 50 profissionais num modelo gamificado de criação de conteúdo, com orientações e desafios para produzir vídeos de alto impacto. Muitos nunca tinham gravado nada com foco profissional antes do programa.
Os números comprovam o potencial: mais de 460 conteúdos produzidos, 43,5 milhões de impressões e vídeos nativos dos corretores que chegaram a representar 38% do investimento em campanhas de Click-to-WhatsApp, superando formatos tradicionais de anúncio.
A camisa da Noruega tem a fonte mais comentada da Copa do Mundo. Nos jogos do torneio, a seleção entrou em campo com uniformes desenvolvidos pela Nike usando uma tipografia inspirada nas runas nórdicas tradicionais, o Elder Futhark.
Essa não é a primeira vez que a Noruega usa esse conceito: em 2024 a fonte já havia aparecido nas camisas, mas com traços tão elaborados que a Fifa baniu o design por não cumprir as regras de legibilidade. A Nike revisitou o conceito, simplificando as linhas dos caracteres e apostando num fundo preto para garantir leitura clara mesmo a distância.
Entre fotos temáticas vikings e referências ao Elder Futhark, a seleção norueguesa fez um retorno estiloso à Copa, conquistando fãs do mundo inteiro com o detalhe tipográfico.
A Secretaria Nacional do Consumidor abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na divulgação de apostas esportivas durante as transmissões da Copa do Mundo feitas pela CazéTV, canal que detém direitos de 100% dos jogos do Mundial 2026.
A apuração começou após análises de vídeos do canal mostrarem ações promocionais de empresas de apostas exibidas ao longo dos jogos. Segundo reportagem da Folha, a investigação registra três citações nominais: um comercial da Betnacional durante a pausa para hidratação em Inglaterra x Gana, divulgação de odds por comentaristas em Argentina x Áustria, e anúncios da plataforma KTO no jogo entre Uruguai e Cabo Verde.
A Senacom vai analisar se as ações respeitaram as normas de publicidade responsável e promete aplicar medidas administrativas previstas no Código de Defesa do Consumidor caso identifique irregularidades.
Parcerias entre marcas de segmentos diferentes continuam ganhando força como ferramenta para gerar conversa e ampliar relevância. Desta vez, a Risqué encontrou na Nestlé uma forma de transformar um ícone do consumo brasileiro em coleção de esmaltes.
Seis tonalidades formam a coleção da KitKat, com acabamentos cremosos, metálicos e efeitos especiais em cores inspiradas no universo do chocolate.
Os esmaltes passeiam por tons de marrom, vermelho, dourado e verde, enquanto cada embalagem traz uma fragrância que remete ao aroma do chocolate.