O que as marcas ganham ao patrocinar o BBB 21?

Por Alana Santos

O sucesso do BBB já não é novidade para ninguém, e uma forma de medir esse êxito é observar os grandes patrocinadores do reality show e seus resultados com as ações.

Grandes marcas, como McDonald’s, C&A e Avon, pagam cerca de 78 milhões de reais cada para serem patrocinadoras da edição do programa de 2021.

O Big Brother Brasil é uma grande vitrine tanto para quem participa quanto para quem divulga o programa”, garante Agamenon Filho, mais conhecido como Agabas e referência em marketing digital. Para ele, a principal característica de um anúncio no BBB é que a marca se mistura de forma natural com o conteúdo de cada episódio.

As marcas podem até anunciar nos intervalos das novelas, do Jornal Nacional, do Faustão. Quando isso ocorre, o telespectador está focado no conteúdo enquanto o programa está passando; porém, quando entra o intervalo comercial, automaticamente as pessoas se desligam, vão ao banheiro, pegam o celular e não se atentam ao que está sendo anunciado. Já no BBB, é totalmente diferente”, aponta o especialista.

Até mesmo para as marcas já conhecidas pelo público, as vantagens de anunciar seus produtos e serviços no programa são enormes. As marcas entram no dia a dia dos brothers, seja no contexto das compras, durante uma prova do líder, do anjo e até mesmo a do Bate e Volta, que foi criada justamente para dar mais um espaço para ativação de marcas patrocinadoras.

Os benefícios vão desde o fortalecimento da marca até a apresentação de um novo produto para uma audiência super qualificada e atenta. Isso é possível porque o programa consegue explorar os valores da empresa anunciante de uma forma inteligente.

Um exemplo foi a prova do líder do McDonald’s, ocorrida em fevereiro. Na prova, os participantes precisavam montar a bandeja de lanches no menor tempo, o que é exatamente a filosofia da empresa de fast food: lanche rápido.

A edição de 2021 teve um recorde de patrocinadores master, fora as empresas que patrocinam ações específicas durante o programa. Com uma fila de anunciantes, a Globo acumulou uma receita bruta de R$ 529 milhões, valor que soma a quantia paga pelos oito anunciantes.

O crescimento no número de patrocínios se deve especialmente ao sucesso da edição passada, que devolveu ao programa um papel de destaque no entretenimento da TV brasileira. Atualmente, o BBB detém a maior audiência da televisão, superando programas consagrados como o Fantástico. Como sequência, o reality também tornou-se um ótimo negócio para as marcas interessadas.

“Em 2020, o paredão com os participantes Felipe Prior, Manu Gavassi e Mari Gonzalez chegou a ir para o Guinness World Records quando teve a maior quantidade — mais de 1,5 bilhão — de votos em um programa de televisão. A empresa Americanas, inclusive, afirmou que teve um crescimento de 390% no volume de downloads de seu aplicativo, chegando ao top 3 das marcas que tiveram maior engajamento nas redes sociais durante a transmissão do reality”, comenta o especialista.

Como os acontecimentos de dentro da casa não estão sob controle total do programa e muito menos de seus anunciantes, o profissional analisa como a imagem das marcas pode ser afetada por se associar ao programa, ainda assim, mesmo com os riscos na maioria das vezes vale a pena.

Um exemplo disso, foi o problema que aconteceu logo no início do programa, durante a ativação da Avon.  Após a realização da ação, houve uma polêmica absurda envolvendo os brothers que foram maquiados. Foi tão grande que a marca se posicionou publicamente a favor da diversidade, inclusão e igualdade de gênero.

É comum após esse tipo de conflito os usuários entrarem em contato com as marcas para saberem o posicionamento delas em relação à polêmica. A partir desses casos, as marcas participam da conversa e mostram o seu propósito, criando, assim, relações pautadas na identificação e compartilhamento de valores em comum.

Fonte/Créditos: Agamenon Filho.

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