BT21 mostra como o licenciamento se tornou uma estratégia de branding, e não apenas de vendas

Redação
Escrito por Redação
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Com personagens, storytelling e comunidade, marca transforma produtos licenciados em experiências de pertencimento e fortalece sua relevância cultural.

Durante muito tempo, o licenciamento foi tratado apenas como uma forma de expandir marcas para novas categorias de produtos. Hoje, a estratégia ganhou um papel muito mais amplo. Além de impulsionar vendas, ela se tornou uma ferramenta de branding capaz de fortalecer comunidades, criar conexões emocionais e aumentar a relevância cultural de propriedades intelectuais.

O BT21 é um dos principais exemplos dessa transformação. Desenvolvida em parceria com a LINE FRIENDS, a marca nasceu apoiada em uma estratégia que vai além dos personagens. Cada integrante do universo BT21 possui uma personalidade, uma história e características próprias, criando uma narrativa consistente que estimula a identificação e o engajamento dos fãs.

Esse cuidado faz com que itens como pelúcias, roupas, cadernos e acessórios deixem de ser apenas produtos licenciados. Para os consumidores, eles representam uma forma de expressar identidade, pertencimento e conexão com uma comunidade que compartilha os mesmos interesses.

“O consumidor de hoje busca experiências e significados, não apenas produtos. Quando existe uma narrativa consistente por trás de uma marca, o licenciamento deixa de ser uma ação comercial e passa a fortalecer o branding, criando vínculos duradouros com o público”, afirma Erica Giacomelli, CEO da 360BR, agência responsável pela representação do BT21 no Brasil.

A estratégia também ajuda a explicar a expansão global da marca. Lançado na Coreia do Sul em 2017, o BT21 rapidamente conquistou diferentes mercados ao combinar entretenimento, narrativa e produtos licenciados. Um dos principais marcos desse crescimento aconteceu durante a inauguração da linha na loja LINE FRIENDS da Times Square, em Nova York, que recebeu milhares de fãs e ultrapassou a marca de 30 mil visitantes no período de lançamento.

O caso reforça uma tendência cada vez mais presente no marketing: personagens e propriedades intelectuais deixaram de ser apenas ferramentas promocionais para assumir um papel estratégico na construção de marcas. Quando existe uma narrativa consistente, o licenciamento amplia o valor percebido dos produtos, fortalece o relacionamento com os consumidores e cria uma comunidade em torno da marca.

“Quando o licenciamento respeita a essência da marca e entrega uma experiência coerente em todos os pontos de contato, ele fortalece o relacionamento com o consumidor e cria algo que toda marca busca atualmente: relevância cultural”, conclui Erica Giacomelli.