Melhores dicas para facilitar a educação

Por Alana Santos

A maioria dos alunos tem anos de experiência em aulas onde foram forçados a sentar, ficar quietos, ouvir. Para eles, o professor era a fonte do conhecimento, de modo que o aprendizado era algo que era injetado magicamente em algum momento sem a participação de sua consciência.

A realidade indica que não é o ensino que é importante, mas o que os alunos aprendem. A qualidade do aprendizado está diretamente, mas não exclusivamente, relacionada com a qualidade do ensino. Uma das melhores maneiras de melhorar o aprendizado é melhorar o ensino. Não adianta ter um TCC preço por página 2021 barato se a pessoa não sabe o que está escrevendo.

Qualquer que seja o nível de motivação que os alunos trazem, ele será mudado, para o melhor ou para o pior, pelo que acontece na sala de aula. Mas não existe uma fórmula mágica para motivá-los. Muitos fatores afetam a motivação de um determinado estudante para o trabalho e a aprendizagem, como o interesse pelo assunto, a percepção da utilidade, a paciência do estudante… E nem todos os estudantes estão igualmente motivados. E o que é claro é que os estudantes motivados são mais receptivos e aprendem mais, que a motivação tem uma influência muito importante no aprendizado, assim como saber o que quer estudar.

O que parece ser verdade é que a maioria dos alunos responde positivamente a uma matéria bem organizada, ensinada por um professor entusiasta que se interessa muito pelos alunos e pelo que eles aprendem. Se quisermos que eles aprendam, devemos criar condições que promovam a motivação.

Vamos começar com algumas dicas iniciais de motivação:

  • Apoie-os, dizendo-lhes de vez em quando que podem fazer bem.
  • Tente criar uma atmosfera aberta e positiva na aula.
  • Ajude-os a se sentirem membros valiosos de uma comunidade de aprendizagem.

Se somos professores, pode-se dizer que nosso trabalho é ensinar, mas talvez seja melhor dizer que se trata do aprendizado de nossos alunos. Para usar uma metáfora, nós lhes damos os tijolos, ou lhes dizemos como encontrá-los, para que eles possam construir a “casa do conhecimento”. Não podemos construir a casa (são eles que devem aprender, aí está a palavra aprendizado), mas somos claramente responsáveis por ela ser construída melhor ou pior. 

Também vale falar da importância das redes sociais hoje em dia, ainda mais num país como o Brasil, que é o 3º que mais usa as redes no mundo.

Há vários estudos realizados com o estudo da motivação dos estudantes universitários:

  • O entusiasmo do professor.
  • A importância do material.
  • A organização do assunto.
  • O nível apropriado de dificuldade do material.
  • A participação ativa dos estudantes.
  • Variedade no uso de tecnologias de ensino.
  • A conexão entre professor e alunos.
  • O uso de exemplos apropriados, concretos e compreensíveis.

Algumas estratégias motivacionais

Depende do contexto das características do assunto, do curso, do conhecimento prévio, do tamanho do grupo, etc., se um ou outro é utilizado, embora alguns sejam considerados essenciais para a motivação (pelo menos é isto que os estudos indicam).

Se quisermos construir algo, primeiro temos que saber em que tipo de terreno estamos construindo:

1. Comece por conhecer os alunos e sua situação inicial.

Para começar a dar-lhes tijolos, será necessário conhecê-los e suas habilidades e pontos fortes, para que possamos oferecer-lhes um ou outro tipo de tijolo.

Penso que todos nós aprendemos com nossa experiência que professores que não se interessaram em aprender os nomes de seus alunos não se conectaram com eles e não inspiraram o aprendizado. Lembro-me que meus melhores professores foram os que foram mais longe para aprender os nomes dos alunos de uma maneira rápida. Não podemos dizer que estamos preocupados com a aprendizagem dos estudantes se não os conhecemos.

Faça um esforço para aprender nomes rapidamente, mesmo se estiver em um grupo grande. Descobrir seus possíveis medos, fraquezas ou dificuldades também é uma boa dica. Por exemplo, diga-lhes se é necessário ter tomado outro assunto antes de abordar este. Peça-lhes que nos digam o que ouviram sobre o assunto.

2. Informe-se sobre seus métodos de aprendizagem.

Por meio, por exemplo, de um jogo, podemos detectar o procedimento de aprendizagem mais comumente utilizado. Ela consiste em cada aluno escolher, entre 53 declarações relacionadas ao ensino, aquelas com as quais ele/ela concorda (pode ser usada para o primeiro dia de aula, por exemplo).

3. Seja entusiasmado com seu assunto.

Se você estiver apático ou entediado, seus alunos também estarão. Tal entusiasmo muitas vezes vem do gosto pelo assunto ou do genuíno prazer de ensinar. Você pode dizer quando um professor gosta de ensinar.

4. Tente individualizar o ensino o máximo possível. Passar tempo com cada aluno.

Todos os alunos querem que suas necessidades sejam atendidas, e lembrem-se que cada aluno e cada classe são diferentes. Eles querem professores que sejam reais, que os reconheçam como seres humanos, que se apresentem regularmente com eles, que apoiem seu aprendizado, que os informem individualmente de seu progresso.

5. Tratar os estudantes com respeito e confiança.

Comentários aos estudantes podem ser feitos, mas nunca de forma depreciativa. Nunca ridicularize um estudante em público. Nesse caso, o estudante, em vez de direcionar sua energia para o aprendizado, dedicá-la-á a seus sentimentos. É melhor dizer as coisas em particular. Se o aluno fizer algo bem, parabenize-o; isso lhe dará confiança (no assunto e no professor). Dê ao estudante sua dignidade e ele o recompensará com seu esforço.

Se você detectar uma fraqueza no aluno, deixe claro que seus comentários se referem a um trabalho em particular, mas não ao aluno como pessoa. Apoiar o estudante, em vez de julgar.

6. Mantenha altas as expectativas dos estudantes.

Se você disser a um estudante que ele não vai passar, ele se tornará desmotivado. Se você os encorajar dizendo que eles podem fazer isso e lhes disser que ferramentas devem usar (tempo de estudo, fazer problemas, tarefas…), eles sentirão que o professor tem confiança neles.

Pergunte-lhes o que eles pensariam se soubessem que seu médico, dentista, consultor financeiro, etc. tinha acabado de passar o curso. Incentivá-los não apenas a passar, mas a aprender.

7. Ressalte a importância do assunto.

Explique em detalhes por que o assunto é importante. Apontar exemplos de sua utilidade em sua vida profissional. Fazer problemas de aplicação prática. Tudo isso desde o primeiro dia até o final, mas sendo realista, analisando-o no contexto do grau.

Imagem de capa: unsplash.

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