O iFood vai reunir em um livro os aprendizados acumulados ao longo de seus 15 anos de história para mostrar como construiu uma das culturas organizacionais mais conhecidas do mercado brasileiro de tecnologia. Intitulada “Código Aberto – O Jeito iFood de Trabalhar”, a obra é assinada por Raphael Bozza, Sócio e VP de Pessoas da empresa, e tem lançamento previsto para novembro de 2026 pela Editora Gente.
A publicação apresenta os bastidores das decisões que moldaram a cultura da companhia durante seu processo de crescimento acelerado. Em vez de oferecer um modelo pronto para ser replicado, o livro propõe uma reflexão sobre como cada organização pode desenvolver sua própria identidade, considerando desafios, contexto e objetivos de negócio. A principal tese defendida por Bozza é que a cultura funciona como um sistema operacional capaz de sustentar empresas que desejam inovar e escalar suas operações.
Ao longo dos capítulos, o executivo compartilha práticas que deram certo, iniciativas que precisaram ser adaptadas e decisões que foram abandonadas ao longo do caminho. A proposta é revelar os mecanismos que normalmente permanecem nos bastidores da gestão, tornando mais transparente o processo de construção da cultura organizacional do iFood.
O lançamento acontece em um momento de transformação para a empresa. Entre 2022 e 2025, o iFood ampliou seu quadro de colaboradores de 5 mil para aproximadamente 8 mil profissionais, conhecidos internamente como FoodLovers. Ao mesmo tempo, a companhia acelerou a adoção de inteligência artificial em suas operações, incorporando a tecnologia à rotina de diferentes áreas do negócio.
Nos dez meses seguintes, o iFood desenvolveu cerca de 27 mil agentes de inteligência artificial, dos quais aproximadamente 12 mil operam simultaneamente. Atualmente, 91% dos cerca de 8 mil FoodLovers utilizam ferramentas de IA generativa diariamente, demonstrando como a tecnologia passou a fazer parte dos processos internos da empresa.
“Nenhuma empresa deveria copiar a cultura de outra. Isso simplesmente não funciona. Mas todos podemos aprender com a experiência de quem decidiu abrir o código. Aprendemos muito com empresas que compartilharam seus bastidores, seus acertos e seus erros. Agora chegou a nossa vez de contribuir com essa conversa”, afirma Raphael Bozza.
O cenário chama atenção por seguir um caminho diferente do observado em parte do setor de tecnologia, onde a adoção da inteligência artificial esteve associada à redução de equipes. No iFood, a expansão do uso de IA ocorreu paralelamente ao crescimento do quadro de colaboradores, reforçando a estratégia de utilizar a tecnologia para aumentar produtividade, apoiar a tomada de decisões e transformar a forma de trabalhar.

















