O Burger King aproveitou o retorno de Stranger Things para lançar uma campanha que rapidamente tomou conta das redes. Sem qualquer licenciamento oficial, a marca apostou em um detalhe real da série: o Whopper aparece literalmente em uma cena da terceira temporada. Em cima disso, o BK publicou um post dizendo que “o lanche que aparece de verdade lá dentro é o Whopper” e convidou os fãs a encontrarem a cena, tirarem print, marcarem o perfil oficial e garantirem um cupom que baixava o preço do sanduíche para 11 reais. A mecânica era simples, direta e construída para gerar buzz ao conectar cultura pop, rivalidade clássica e uma provocação afiada ao McDonalds, detentor do licenciamento oficial da franquia.
A ação ganhou notoriedade em poucas horas, alimentada pela disputa histórica entre as duas marcas e pela força da comunidade de fãs de Stranger Things. Além de incentivar a caça à cena dentro da série, o movimento colocou o BK no centro das conversas sobre entretenimento, marketing e oportunidades criativas que não dependem de acordos comerciais tradicionais. O tom provocativo funcionou exatamente como planejado, fazendo a campanha circular organicamente em perfis de cultura pop, memes e páginas especializadas em publicidade.
Mas a repercussão ultrapassou as redes sociais e chegou também ao ambiente corporativo. De acordo com informações divulgadas por veículos do setor, o McDonalds teria solicitado a remoção da campanha por suposto uso indevido de elementos associados à série. Embora nenhuma das marcas tenha se pronunciado oficialmente, o conteúdo do BK foi retirado do ar e a ação interrompida.
Confira a postagem feita pelo perfil oficial da marca após remoção da campanha:
A decisão levantou discussões sobre limites de uso cultural, espaço para criatividade não licenciada e até onde vai o fair play entre concorrentes quando o assunto é cultura pop.
