Eisenbahn leva estratégia para além dos palcos durante o João Rock

Redação
Escrito por Redação
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Com palco próprio, curadoria feita com participação dos fãs e experiências que começaram antes do festival, marca consolidou o Eisen Rock Station como uma plataforma que vai além do patrocínio.

Para a Eisenbahn, a participação no João Rock 2026 começou muito antes da abertura dos portões. Pelo terceiro ano consecutivo como patrocinadora máster do festival, a marca ampliou sua atuação em Ribeirão Preto e transformou o evento em um dos principais pontos de uma estratégia que busca aproximá-la cada vez mais da cultura e da comunidade do rock.

Realizada em 1º de agosto, a 23ª edição do João Rock reuniu cerca de 65 mil pessoas no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto. Dentro do festival, uma das principais apostas da Eisenbahn foi o Eisen Rock Station, que se consolidou como o quinto palco oficial do evento e recebeu mais de oito horas de apresentações dedicadas ao gênero.

Rancore assumiu o posto de headliner, enquanto Dupoint, Drenna, Alexia, Giovanna Moraes e Jambu completaram a programação. Mais do que simplesmente montar um line-up, porém, a marca aproveitou o palco para experimentar uma forma diferente de envolver quem estava do outro lado: parte dos artistas foi escolhida com participação dos próprios fãs.

Fãs também participaram da construção do palco

A escolha aconteceu por meio do Olheiros do Rock, iniciativa que convidou consumidores e integrantes da comunidade do João Rock para participar do processo de curadoria de novos talentos.

A dinâmica ajudou a transformar o público de espectador em participante de uma decisão que teria reflexo direto no festival. Após um processo de curadoria, os nomes selecionados chegaram ao Eisen Rock Station e dividiram a programação com o Rancore.

Em entrevista após o evento, Giovanna Abreu, gerente sênior de marketing da Eisenbahn, destacou justamente esse envolvimento como um dos pontos da participação da marca em 2026. “Colocamos os fãs no comando”, resumiu a executiva ao comentar a experiência do Olheiros do Rock. O movimento também ajuda a explicar a estratégia por trás da plataforma. Giovanna afirmou que a intenção da Eisenbahn é fazer com que o projeto alcance diferentes regiões e cenas do gênero no país.

“A ideia é que a gente consiga cobrir o máximo possível dos polos da cena do rock”, afirmou.

O João Rock, portanto, funcionou como uma das estações de uma jornada maior.

Uma experiência que começou fora do festival

Essa construção também explica por que a presença da Eisenbahn não ficou limitada ao dia 1º de agosto.

Nas semanas anteriores ao evento, a Rota do Rock levou parte da experiência para bares parceiros em Ribeirão Preto e São Paulo. Os estabelecimentos receberam pocket shows, ativações e ações promocionais, além de copos colecionáveis relacionados ao projeto.

A estratégia também distribuiu experiências ligadas diretamente ao João Rock. Em bares participantes, consumidores puderam concorrer a um par de ingressos, acesso ao Camarote Eisenbahn e à possibilidade de acompanhar uma apresentação diretamente do palco Eisen Rock Station. A ideia era transformar os bares em extensões da experiência e criar pontos de contato com o público antes mesmo do festival.

A Rota do Rock nasceu para aproximar cada vez mais a Eisenbahn do público por meio de experiências únicas e exclusivas que ampliam a vivência dos grandes festivais”, explicou Giovanna.

Para a executiva, além de criar acessos e ativações ligados aos eventos, o projeto também busca “fortalecer os bares como pontos de encontro da comunidade do rock”. Na prática, a marca passou a trabalhar com uma jornada que começava na cidade, atravessava os bares e chegava ao festival, em vez de concentrar toda a estratégia de patrocínio dentro dos portões do João Rock.

Do palco à experiência de marca

Já no Parque Permanente de Exposições, o Eisen Rock Station funcionou como o principal ponto de materialização dessa estratégia. Além das mais de oito horas de música, a presença da Eisenbahn incluiu o Camarote Eisenbahn e uma tirolesa, ampliando os pontos de contato da marca com o público ao longo do evento.

A operação também ganhou escala para atender um festival com dezenas de milhares de pessoas. Foram instalados 18 beer walls, que juntos somaram 246 torneiras, além de 240 vendedores móveis e outros pontos de venda espalhados pelo espaço.

Mais do que ocupar diferentes áreas do evento, porém, a estratégia buscou fazer com que música, produto e experiência partissem de um mesmo território.

“O João Rock é um dos principais encontros da música brasileira e uma plataforma importante para fortalecermos nossa conexão com o universo do rock”, afirmou Giovanna. Segundo a executiva, o palco e as ativações foram pensados tanto para proporcionar novas experiências ao público quanto para apoiar o desenvolvimento de artistas e fortalecer a relação da Eisenbahn com a cena musical.

Essa construção ganha outra dimensão quando observada dentro do momento vivido pela marca.

Do atributo de qualidade para uma conexão emocional

A aproximação com o rock não começou no João Rock 2026. A Eisen Rock Station foi lançada em 2025 e passou a organizar a presença da Eisenbahn em shows e festivais dentro de uma plataforma proprietária.

Ao mesmo tempo, a marca iniciou uma nova fase de comunicação com a campanha “Locomotiva”, criada pela Ogilvy. Se a Eisenbahn construiu historicamente uma percepção ligada à qualidade do produto, o desafio agora passa também por transformar esse reconhecimento em uma relação emocional com o consumidor.

Giovanna explicou que a campanha representa esse novo momento e trabalha o conceito de “atitude locomotiva”: uma ideia associada à determinação, evolução e busca por novas conquistas. É nesse contexto que música e experiência ganham um papel maior. Em vez de aparecer apenas como patrocinadora de um show ou festival, a Eisenbahn vem construindo ativos próprios dentro desse território.

Os números ajudam a dimensionar essa aposta. Em 2025, a marca esteve presente em 24 dias de shows e festivais patrocinados, que juntos receberam mais de 800 mil pessoas. Em 2026, a Eisen Rock Station passou por diferentes eventos e regiões do país, incluindo apresentações do AC/DC e festivais como Porão do Rock e Prime Rock antes de chegar novamente a Ribeirão Preto.

A estratégia segue para outras paradas ao longo do segundo semestre, reforçando a intenção de transformar a plataforma em algo contínuo, e não em uma sequência de patrocínios desconectados.

Quando o patrocínio passa a fazer parte da programação

No terceiro ano consecutivo como patrocinadora máster, a Eisenbahn deixou de ter apenas uma presença associada ao festival para ocupar um espaço próprio dentro de sua programação. O Eisen Rock Station não funcionou somente como uma ativação de marca: tornou-se oficialmente um dos cinco palcos do evento.

Ao mesmo tempo, o Olheiros do Rock colocou o público dentro da construção desse espaço; a Rota do Rock levou a experiência para fora dos portões; e as ativações criaram outros momentos de contato ao longo da jornada. É uma lógica que ajuda a diminuir a distância entre patrocinar uma manifestação cultural e efetivamente participar dela.

Dias antes do João Rock, Giovanna participou ainda do painel “Música como Legado: o que fica depois do festival”, ao lado de Paulo Neto, diretor de marketing e comunicação do João Rock, e de MariMoon. A discussão girou justamente em torno das experiências que permanecem depois que os shows terminam e do papel das marcas nessa construção.

Depois de mais uma edição do festival, essa talvez seja também a melhor maneira de compreender o movimento da Eisenbahn.

O palco termina, as estruturas são desmontadas e o público volta para casa. A estratégia, no entanto, continua viajando. Para uma plataforma chamada Eisen Rock Station, cada festival deixa de ser um destino final e passa a funcionar como mais uma estação na construção da relação da marca com o rock brasileiro.