Mudanças nos patrocínios dos times do brasileirão Série A para 2026

Alana Santos
Escrito por Alana Santos
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R$ 1,117 bilhão. Foi este o número que os times da Série A amealharam com patrocínios em 2025. E sim, grande parte são casas de apostas. Aliás, o ano passado, todos os times eram patrocinados por elas, o que demonstra a importância das mesmas no que diz respeito a encaixes financeiros. Só para ter uma ideia da sua importância, o Flamengo arrecadou cerca de R$ 268 milhões no último ano apenas de uma casa de apostas, a Betano, que certamente conhece. 

Isto mostra bem a força que estas casas de apostas têm no país. Estima-se que mais de 20 milhões tenham feito uma bet no ano transato e isto acaba por justificar o motivo pela qual estas casas têm tanto poderio financeiro. É uma bola de neve. Mais apostadores, mais casas de apostas, mais financiamento para patrocínios. Mas será que isso se manterá no ano 2026, ano que agora se inicia? Descobrirá mais à frente.

A força dos patrocínios de apostas

Os contratos de patrocínio de apostas se tornaram vitais para o planejamento financeiro dos clubes. Para muitas equipes da Série A, essas parcerias respondem por 20% a 30% do orçamento anual, viabilizando desde contratações até melhorias estruturais nos centros de treinamento e estádios. Entre os maiores valores de 2025, destacam-se:

  • Flamengo: Betano – R$ 268 milhões
  • São Paulo: Superbet – R$ 113 milhões
  • Corinthians: Esportes da Sorte – R$ 103 milhões (previsto para R$ 150+ milhões)
  • Palmeiras: Sportingbet – R$ 100 milhões
  • Vasco: Betfair – R$ 70 milhões

O Flamengo, por exemplo, registrou um crescimento de 215% em dois anos, saltando de R$ 85 milhões em 2023 para R$ 268 milhões em 2025. Já o São Paulo negociou bonificações que podem elevar o contrato para até R$ 1 bilhão até 2030, combinando valor fixo e metas de performance. Esses acordos vão além do patrocínio tradicional, envolvendo marketing conjunto, campanhas de engajamento e promoção digital, reforçando a presença das casas de apostas no dia a dia do torcedor. 

A consolidação do setor é evidente: marcas tradicionais de vestuário e bancos vêm cedendo espaço para operadoras de apostas, refletindo a regulamentação do mercado e a crescente confiança dos clubes nesses parceiros. Além disso, muitas operadoras têm investido em conteúdos interativos, promoções exclusivas e experiências digitais que aproximam ainda mais os torcedores das equipes, criando valor tanto para o clube quanto para a marca de apostas.

Movimentações recentes nas negociações

Recentemente, diversas equipes confirmaram alterações ou iniciaram tratativas com novos patrocinadores:

  • Cruzeiro: substituiu a Betfair pela Betnacional (grupo Flutter)
  • Bahia: Viva Sorte Bet sai; Banco BMG assume com valor fixo + variáveis por contas abertas
  • Santos: rompeu contrato com a 7K (R$ 105 milhões fixos + R$ 45 milhões em bônus até 2027)
  • Grêmio: rescindiu com a Alfa Bet (R$ 50 milhões/ano) por atrasos no pagamento
  • Vasco: sem Betfair (R$ 70 milhões); negocia com ZeroUm e EnergiaBet
  • Corinthians: Depois da Pixbet, surge a Esportes da Sorte.
  • Fortaleza: discute fim de contrato com Cassino Bet (R$ 30 milhões)

Alguns exemplos de comparativo pré e pós-negociação:

  • Cruzeiro: Betfair (R$ 40 milhões) → Betnacional
  • Bahia: Viva Sorte Bet → Banco BMG
  • Vasco: Betfair (R$ 70 milhões) → Em negociação

Para entender melhor o mercado, veja a lista completa de sites de apostas esportivasque atuam no Brasil e podem se tornar novos parceiros dos clubes em 2026. Esse recurso ajuda a mapear oportunidades de investimento e patrocínio, além de dar uma visão clara sobre a competição entre operadoras para associar suas marcas ao futebol brasileiro.

Essas mudanças não apenas impactam o caixa dos clubes, mas também a experiência do torcedor. A entrada de novos patrocinadores geralmente vem acompanhada de campanhas promocionais, conteúdos digitais e sorteios, que fortalecem a relação do público com o clube e aumentam a visibilidade das marcas. 

Para algumas equipes, isso significa modernização na comunicação e maior engajamento nas redes sociais, aproveitando o crescente interesse em apostas esportivas. Em janeiro, seis clubes da Série A permanecem sem contratos de apostas confirmados, incluindo Internacional e Coritiba, o que mantém o mercado bastante dinâmico e competitivo.

O que esperar de 2026

O cenário financeiro para 2026 aponta para aumento médio nos valores de patrocínio, impulsionado por inflação, bônus por performance e valorização das marcas esportivas. Apesar das trocas em aproximadamente 40% dos clubes, as apostas esportivas devem manter domínio na Série A.

  • Corinthians: projeção de R$ 255 milhões em receitas de patrocínio (+47%)
  • Red Bull Bragantino: aposta na marca própria, ampliando visibilidade
  • Mirassol: diversificação com Poty e 7K, garantindo retorno estratégico

A tendência indica que a soma das receitas de patrocínio para a Série A continuará a bater recordes, superando os R$ 1 bilhão de 2025 e estabelecendo um novo padrão de valorização do futebol nacional. A habilidade dos clubes em negociar contratos vantajosos e flexíveis será determinante para manter competitividade dentro e fora de campo, consolidando as apostas como o principal motor financeiro do futebol brasileiro.