Erich Shibata propõe novo redesign para a Mansão Maromba

Redação
Escrito por Redação
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O crescimento do energético da Mansão Maromba transformou o produto em um fenômeno que vai além da funcionalidade. O sabor ganhou tração, virou conversa recorrente nas redes e ajudou a posicionar a marca entre as bebidas energéticas mais vendidas do país. Com essa escala, surgem também novos desafios, principalmente na forma como a marca se apresenta, se organiza e se prepara para expandir.

Foi nesse contexto que, em um encontro casual entre Toguro e o designer Erich Shibata, a conversa acabou evoluindo para a identidade visual do projeto. Entre trocas informais e observações de mercado, o designer apontou que, apesar do sucesso comercial, a Mansão Maromba ainda carrega uma identidade criada para um momento muito diferente do atual, sem refletir a dimensão que o produto alcançou.

A partir dessa percepção, Shibata desenvolveu uma proposta de redesign focada em ajustar a estrutura visual da marca sem romper com sua essência. A ideia não era “mudar tudo”, mas organizar o caos que sempre fez parte da linguagem da Mansão Maromba, transformando vibração, intensidade e desordem autêntica em um sistema visual mais consistente e escalável.

O problema atual da marca

O estudo identifica um problema estrutural claro. O logotipo e os elementos gráficos atuais foram concebidos para outros segmentos e acabaram sendo aplicados a uma bebida que hoje compete em larga escala. Esse descompasso compromete a clareza de posicionamento, dificulta a leitura no ponto de venda e limita o potencial da marca em novos mercados e públicos.

A proposta parte do conceito de caos organizado, equilibrando o non-sense com estratégia. A figura do “pirata explorador” surge como metáfora central, representando uma marca que ocupa territórios, desafia padrões e avança sem pedir permissão. Tipografia inclinada, construção piramidal, um símbolo mais forte em “M” e referências à cultura urbana ajudam a construir uma identidade mais impactante, flexível e presente.

Outro ponto central do projeto é a leitura honesta do público. A proposta assume as classes C e D como núcleo da marca, sem tentar empurrar um discurso premium artificial. A estratégia aposta em valor simbólico, autenticidade e identificação cultural, mantendo a Mansão Maromba conectada à sua base enquanto se abre para novas possibilidades de mercado.

O redesign não tenta reescrever a história da marca, mas prepará-la para o próximo estágio. Com mais clareza visual, organização e visão estratégica, a proposta mostra como a Mansão Maromba pode continuar crescendo sem perder o sabor, a atitude e o caos que transformaram o energético em sucesso.

O projeto também conta com assinatura de Matheus Norberto, responsável pela redação, e Darlison Lima, no design, reunindo estratégia, conceito e execução criativa.